quarta-feira, 8 de abril de 2015

143. Vingança se serve em prato frio

Mel: O que você disse Breno? - falei firme e o encarei. 

Breno: Ué mamãe, as gatinhas...

Mel: Quem te ensinou esse vocabulário? - encarei Luan que engoliu em seco denunciando ter sido ele. 

Breno: Foi o... - olhou Luan que o encarava com desespero. 

Mel: Quem são elas Luan? - perguntei séria para ele que bebericou do seu vinho. 

Luan: Eu que vou saber amor, nem olhei. - se desculpou rápido. 

Mel: Então olha porque elas não param de risinhos. Olha Luan. - disse autoritária e ele deu uma olhadinha rápida. - E aí? 

Luan: Não lembro. - coçou a nuca. 

Alice: Papai fez asneira mamãe? - perguntou na sua inocência. 

Mel: Continuem comendo meus amores. - lhes dei um sorrinho de canto e voltei a fuzilar Luan. - Se elas pisarem o risco eu juro que caio em cima. 

Luan: Você não pode. 

Mel: Claro que posso. 

Luan: Tá doida? - indagou incrédulo e continuei comendo, porque agora estava com fome. 


Vi as bruacas pagarem a conta e se levantarem mas ao invés de irem em direção á saída se dirigiram para a nossa mesa, parei de comer na hora e cruzei os braços bufando sentindo o olhar confuso de Luan. 


Loira: Oi Lu. - o cumprimentou sem ele contar e a outra fez o mesmo. 

Luan: É...Oi. 

Loira: Não lembra da gente? Larissa e Mirella. 

Luan: Na verdade não. - respondeu nervoso e as encarei com um sorriso cínico. 

Mel: Precisam de alguma coisa? 

Larissa: O assunto é com o Luan apenas. - respondeu nojenta e ri irónica. 

Mel: A partir do momento que ele é meu marido eu estou dentro do assunto também, já agora me chamo Melissa, prazer. - continuei com a falsidade e elas me olharam de cima abaixo. 

Mirella: Já faz uns anos que a gente esteve junto os três. - Epa, parou aí, como assim os três? Ah não, não me digam que foi com estas, uma ova que ele não lembra. Lhe dei um chute por baixo da mesa e ele me olhou com o olho bem arregalado sem saber o que fazer ou dizer. 

Larissa: Verdade, foi uma bela noite, foi numa das suas folgas, cê tava com o aquele baixinho. - se referia a Rober - Já lembra Luan? 

Luan: Vagamente. 

Mirella: Se quiser relembrar. - sugeriu e semicerrei os olhos vendo o descaramento delas. 

Mel: Como assim se quiser relembrar querida? Ele é casado e pra vossa informação fiel, dá o fora daqui agora antes que estoure esse vosso silicone. - disse entre dentes e elas me olharam dando um passo atrás. 

Larissa: Nossa, sério que você casou com esse baixo nível Luan? 

Mirella: Não se garante?

Luan: Ela tem razão, se a gente teve alguma coisa foi passado, agora sou casado e muito bem casado. - se justificou e sorri cínica para elas que entenderam o recado e viraram costas inconformadas. - Mel... 

Mel: Em casa Luan, em casa. - disse firme e continuei comendo. 


Pedimos sobremesa e seguimos para o cinema que seria no shopping ali perto. Várias meninas pediram foto e Luan atendeu prontamente. Assim que comprámos os ingressos nos acomodámos enquanto Luan ficou pegando a pipoca pra todo o mundo. Ele voltou e ficámos um em cada ponta e as crianças no meio. Meu celular tocou e vi ser mensagem de Luan. 


"Há 7 anos atrás a gente foi feliz aqui, lembra amor?"


Segurei o riso e embora eu estivesse brava com ele não me deixava de tratar por "amor". Como é possível esquecer aquele dia aqui, foi das nossas primeiras loucuras e das mais desafiantes por ser em espaço público com o risco de alguém nos flagrar. Mas com ele sempre vale a pena correr o risco. Não mandei nada e vi ele se movimentando na outra ponta me olhando, desviei o olhar e comi pipoca. Logo o filme começou e as crianças adoraram. Em casa, depois de as colocar para dormir fui para o quarto. Ouvi a água cair e iria colocar a minha vigançacinha em ação. Tirei minha roupa no quarto e entrei no banheiro. Luan se banhava de costas e entrei no box o assustando. Não dei bola e ele me olhou de rabo de olho. Tomei meu banho e quando estava terminando ele estava saindo mas o puxei para o box de novo e o encostei na parede o beijando. 


Luan: Mel. - disse entre o beijo e continuei investindo. Logo as suas mãos apertaram meu corpo e fui descendo as minhas até o seu amiguinho o provocando. 


Rafa gemia em meu ouvido e embora me estivesse deixando com imensa vontade dele não poderia ceder. Assim que ele ameaçou nos mover o empurrei novamente para a parede e marquei seu pescoço bem forte.


Luan: Amor, vamos para o quarto. - ofegou e sabia que ele não se controlaria por muito mais tempo.


Meu plano estava dando certo e assim que ele gemeu novamente parei tudo saindo do box e pegando na toallha. 


Mel: Acho que você vai precisar de um banho frio. - sorri sarcástica o olhando incrédulo por entender o que eu tinha feito. Saí rindo e o ouvi xingar baixinho e a água ligar novamente.

Luan: Você me paga. - gritou raivoso e ri ainda mais. 


Vesti minha lingerie e hoje só dormiria assim. Não lavei o cabelo por isso não perdi tempo em secá-lo. Luan logo voltou de cueca boxer e deu pra perceber que mesmo com outro banho não tinha perdido a vontade toda. Ri internamente com isso.


Luan: Cê acha bonito o que fez né Melissa? 

Mel: Você é que não vai achar graça nenhuma por passar os próximos nove meses sem sexo. - ri e ele me olhou assustado. 

Luan: Você não pode fazer isso. 

Mel: Já decidi. - me sentei na cama e cruzei os braços. 

Luan: Cê acha que eu acredito? Você não vai aguentar quando estiver com os hormónios à flor da pele. 

Mel: Quem quis um filho foi você, por isso agora aguenta as consequências. - sorri fechado e ele se sentou na cama bufando. 

Luan: O que você quer que eu faça para que me perdoe? 

Mel: Nada vai me fazer te perdoar. 

Luan: Só me diz uma coisa? - o  olhei esperando - Você está rejeitando esse filho? - perguntou receoso. 

Mel: Claro que não. - respondi rápido - Posso não compactuar com o fato de estar grávida agora mas nunca que iria rejeitar um filho, já o amo tanto quanto os outros. 

Luan: Ainda bem, fico feliz por saber disso. - respirou aliviado. 

Mel: Se você achou que eu rejeitaria me conhece mal. - embirrei e ele pegou em minha mão. 

Luan: Apenas estava com medo que você não quisesse, sei lá. 

Mel: Não quero, mas não posso fazer nada. - dei de ombros e soltei minha mão. - Mas agora voltando a um assunto importante. - falei cínica. - Foi com aquelas vacas que você passou uma noite né? 

Luan: Foi. - respondeu baixo. 

Mel: Eu sei que foi antes da gente mas você poderia ter sido menos falso e ter me dito logo né? Precisava elas dar dicas de como foi a noite de vocês? Aliás, achei que você tivesse melhor gosto sinceramente. 

Luan: Amor foi só uma noite, eu nunca mais vi elas, e só reconheci por ter sido a noite que foi, não queria que você brigasse comigo. - fez manha. 

Mel: Eu já estava brava com você, não ficaria mais acredite. 

Luan: Tá bom, mas você agora já sabe que eu tenho bom gosto porque é com você que estou. - tentou fazer graça e revirei os olhos. 

Mel: Ainda bem que abriu os olhos. Boa noite Luan. - desliguei o abajur e me deitei. 


Ele não disse mais nada e se deitou atrás de mim colocando a sua mão na minha barriga me arrepiando mas o suspiro frustrado dele me fez segurar o riso. Senti sua mão subir e tocar meu mini top e depois a desceu sentindo minha calcinha de renda. 


Luan: Puta que pariu. - grunhiu - Eu vou dar em louco. - se remexeu na cama e ficou de barriga para cima respirando fundo. 


Acordei com os gémeos me chamando. Abri meus olhos e notei que Luan já lá não estava. Nic e Breno subiram na cama e ficaram me esperando sentar. 


Mel: Bom dia amorzinhos. - beijei os dois. - Acordaram faz tempo? - perguntei pois os dois já estavam arrumados. 

Nic: Há pouco mamãe, o papai vetiu nóis e foi com a mana na cola.

Breno: Vamo descer mamãe, tem café. - falou empolgado. 

Mel: Não estou com muita fome agora, vocês já comeram? 

Breno: Já e cê tamém tem de comer, papai mandou. - disse autoritário e ri com a sua atitude. Ele era um mini Luan em tudo.

Mel: Vamos lá.



Luan On: 


Eu estava puto da vida com o que Melissa tinha decidido, eu não aguentaria tanto tempo sem sexo, ela jogou baixo sabendo que não vivo sem. E ela só estava provocando, porque dormir apenas de lingerie era demais. Passei a noite me remexendo mas eu estava disposto a mudar essa ideia absurda. Enquanto Alice estava na escola resolvi ir no Dudu ver umas músicas. Mas me lembrei de alguém que me poderia ajudar e não hesitei em ligar.


Luan: David?

David: E aí irmão, tudo bem? 

Luan: Ah mais ou menos.

David: Que aconteceu hein? 

Luan: A Mel está brigada comigo.

David: Como assim, o que aconteceu?

Luan: Eu fiz uma besteira e ela ficou irada comigo.

David: Que você fez? 

Luan: Troquei a pílula dela por um comprimido de dor de cabeça e ela...

David: Engravidou. - concluiu alegre.

Luan: É, mas ela não reagiu bem. A gente tinha combinado esperar mais alguns anos e então ela não aceitou muito bem.

David: Ela não está pensando em ..

Luan: Não cara, nem fala uma coisa dessa. Ela só pirou comigo.

David: Normal né? Se vocês tinham combinado dar um tempo nisso você deveria ter respeitado e não enganado a coitada.

Luan: Eu pensei que ela fosse entender e não ficar brava cara, um filho é sempre bem vindo.

David: Mas ela não esperava cara, com certeza você estragou os planos que ela tinha agora. 

Luan: É, estraguei mesmo, como sempre estrago. - falei desiludido.

David: E o que você vai fazer agora? 

Luan: Não sei, ela disse que ia ficar os nove meses sem sexo. - David riu - Não tem graça. - embirrei e ele continuou.

David: Desculpa Luan mas a minha Melzinha mandou bem demais nessa vingança. 

Luan: Se eu soubesse que era pra ouvir isso nem tinha ligado. - ironizei bravo e ele parou.

David: Tá, me desculpa. - segurou o riso.

Luan: Me ajuda cara, o que eu faço?  

David: Nossa, cê tá mesmo aflito pra me perguntar isso.

Luan: Ela falou que nada perdoaria o que eu fiz mas eu sei que ela perdoa cara, a Mel tem o melhor coração do mundo que eu conheço.

David: Luan atitudes sempre fizeram a diferença.

Luan: Tá parecendo o pai dela falando.

David: E não deu certo?

Luan: Deu, mas com ela pode não resultar. Me dá dicas aí, cê sempre me ajudou.


Fiquei conversando com ele bastante tempo e tive algumas ideias mas mesmo assim não sei se a Mel levaria na boa. Voltei pra casa com Alice e a mesa já estava colocada apenas esperando nós dois. Almoçamos entre risadas, com as minhas crianças era impossível não rir.


Breno: Papai vamos passear no paque?

Luan: Hoje queria levar vocês num outro lugar. - falei misterioso e Mel me olhou. - Você também amor. - pisquei o olho e ela revirou os olhos continuando a comer.

Nic: Onde?

Luan: Surpresa.


Subi com Breno para nos arrumarmos enquanto a Mel ficou encarregue das meninas. Eu sempre comprava roupas para ele parecidas com as minhas, minha mulher me dava essa liberdade até porque ela adora o meu estilo e ver Breno seguindo meus passos nesse quesito a faz morrer de amores. Hoje ele insistiu usar gorro, como eu iria também para disfarçar. Tirei uma foto e postei.



"Meu homenzinho está cada dia mais lindo, parecido com o papai né negolas?"


Desci e ficámos esperando as mulheres que sempre precisavam de mais tempo para se arrumarem. Em menos de uma hora chegámos no local que planejei, o teatro. Melissa adorava assistir pelo que David me falou e desde que ela está no Brasil nunca viu a não ser as da Bruna. Era uma peça acerca da Cinderela, apropriado a crianças e adultos. 


Alice: Viemos ao teatro? Nossa, que legal papai. 

Luan: Gostou meu amor? 

Alice: Demais. - falava apaixonada observando o edifício por fora. 

Luan: E vocês meus pequenos? 

Nic: É com pincesas? 

Luan: É, cê vai gostar. 

Mel: Belo programa. - sorriu de canto admitindo que tinha feito uma boa escolha. 

Luan: Te agradar é a minha função. - pisquei o olho convencido e ela riu seguindo na frente com as meninas enquanto fui pegar os ingressos que tinha reservado. 


Ver Melissa rir espontânea com a peça me deu força para prosseguir com meus planos. Ela parecia uma criança e eu amava esse jeitinho dela. Voltámos no final do dia para casa e decidi que jantaríamos em casa da minha mãe. 


Mari: Minha nora pode vir me ajudar por favor? - pediu meiga assim que cumprimentamos todo o mundo e Melissa assentiu prontamente. Tinha combinado com minha mãe para ela conversar com Melissa, vai que dá certo. 



Mel On: 


Cheguei na cozinha com Mari e ela me pediu para sentar no balcão. 


Mari: Eu te chamei para conversar com você. 

Mel: Alguma coisa grave? 

Mari: Não, quer dizer, penso que não. - apertou minha mão e estranhei. - Quando eu engravidei do Luan eu planejei. - começou por dizer e já sabia o que seria a conversa. - Eu e Amarildo falamos sobre isso, e ele veio no momento certo. Já no caso da Bruna foi um pouco diferente, não planejamos, apenas deixamos as coisas acontecerem mas foi vontade de Deus que ela viesse quatro anos depois e nós só tivemos de agradecer. 

Mel: Sei como é agradecer por esse presente de Deus. 

Mari: Então, mesmo o seu filho não tendo sido planejado tem de ser aceite e amado. 

Mel: Mas eu amo sogra, eu confesso que não queria agora, mas eu amo o meu bebézinho. Apenas estou brava com o Rafa por ele ter provocado isso, era escusado sabe? 

Mari: Eu te entendo, mas você conhece o meu filho, ele é louco por crianças e quer estar rodeado delas. 

Mel: O problema é que serei eu a sofrer tudo. - bufei frustrada. 

Mari: No fim vale a pena, você sabe disso. 

Mel: Eu sei Mari, mas ele foi imaturo no que fez, não me respeitou e me enganou. 

Mari: E você vai levar essa gravidez adiante estando afastada dele? Não vai conseguir suportar Melissa, você precisa de apoio e ele te dará todo o apoio do mundo. Ele tem culpa sim mas vocês têm de se unir mais que tudo, não adianta ficar dando gelo se você vai precisar dele. 

Mel: Eu vou precisar e ele como pai vai cumprir mas isso não justifica que tenha de ficar de boa com ele. 

Mari: Nas horas que precisar de carinho vai chamar por ele? - me perguntou com a sobrancelha levantada. 

Mel: Tenho meus filhos. 

Mari: Tem com certeza, mas o carinho não é o mesmo. E nas horas que o stress apertar e você precisar de descontrair vai fazer o quê? - ela se referia ao aumento da vontade de fazer amor. 

Mel: Vou ter que aguentar. - disse seca. 

Mari: Te digo por experiência que não vai conseguir, também briguei com Amarildo numa época da gestação e fiz greve de sexo. - riu lembrando - Mas não me segurei nora, a vontade é maior do que a gente e quando precisámos tem de ser na hora. 

Mel: Foi na gravidez do Luan isso aí né? - brinquei. - Ao tanto que ele gosta de sexo. - rimos. 

Mari: Foi sim. - confirmou - Pensa no que te falei Melissa, vocês são um casal e nessa fase necessitam um do outro. - apertou minha mão mais forte e assenti. - Agora me ajuda a colocar a mesa enquanto termino o jantar. 


Jantámos entre conversas e fiquei pensando no que Mari me falou. Embora eu soubesse que necessitaria de Luan eu não queria dar o braço a torcer, ele não merecia. Foi um abusado me trespassando a perna. 


Amarildo: O que vocês querem desta vez? 

Luan: Eu quero outro menino né? Assim tinha meus dois casais. - falou bobo. 

Alice: Que menino papai? 

Amarildo: Vocês ainda não contaram? - nos encarou e negámos olhando para baixo. - Está na hora não acham?

Luan: É, cê se importa Mel? 

Mel: Não, fica à vontade. 

Luan: Então meus filhotes vocês terão mais um irmãozinho, mamãe está grávida. 

Alice: De novo? - se admirou empolgada e rimos. 

Mel: É. - acariciei seu rosto. 

Nic: Sélio? Vamo ter outo mano? - assenti e ela riu.

Breno: Outo menino papai pa bincar de bola com nós? 

Luan: Se Deus quiser Brenão. 

Mari: Daqui a três meses saberemos o que aí vem. 

Mel: Acho que não Mari, estou pensando em deixar para saber no parto apenas. - Luan me olhou estranho. 

Luan: E se eu quiser saber antes? 

Mel: Isso é com você, eu quero saber só no parto. 

Luan: Então tá, quando cê marcar a consulta eu fico sabendo. 

Mel: Desde que não seja bocudo depois. 

Luan: E se for? Não faz sentido eu ficar sem saber o que vou ter.

Mel: Também não faz sentido eu estar grávida e estou. - respondi fria e ele bufou não prolongando o assunto. 


Ajudei Mari a arrumar tudo e quando voltámos para a sala as crianças dormiam. Luan as levou para o quarto dele ali em casa dos seus pais e desceu. 


Luan: Vem comigo. - me pediu com a mão estendida. 

Mel: Onde? 

Luan: Quero te levar num lugar. 

Mel: Mas as crianças...

Amarildo: A gente cuida delas esta noite minha filha, vai lá. 

Mel: Vocês não se importam? 

Mari: Claro que não, até nos oferecemos. Agora vai lá. - me incentivou e não vi outra hipótese, não dei a mão a Luan o que o fez ficar sem graça. 


Mel: Vai me dizer para onde estamos indo? 

Luan: Não. - apenas disse isso e seguiu viagem. 




Boa noite amorecos! Antes demais desculpem a ausência, mas como expliquei no grupo do face fiquei sem carregador do pc desde sábado e não deu pra postar, a minha cunhada me emprestou o dela e graças a ela estou de volta com mega capítulo. O jantar parece que fez Melissa ficar bem nervosinha ahah mas também né? Encontrar as mulheres que o Luan já ficou não é mole ainda pra mais dando em cima dele. Melissa se vingou de Luan e ele não pareceu gostar muito ahah até pediu conselho para o David. Luan quis surpreender e levou a família no teatro e agora parece que estava de caso pensado em ir na casa dos pais dele. O que será que vai acontecer? Eles tiveram uma pequena DR no jantar mas mesmo assim Luan vai levar Mel em algum lugar, onde será? Comentem bastante. Beijocas enormes <3

sexta-feira, 3 de abril de 2015

142. Enganada

Luan: Oi meus amores. - me sentei perto delas e selei os lábios de Melissa e a bochecha de Alice. 

Alice: Oi papai. 

Mel: Como correu a viagem? - acariciou meu rosto e sorriu meiga. 

Luan: Bem demais, e você chegou faz tempo? 

Mel: Cheguei de tarde, aí passei na escola desta mocinha e viemos pra casa. Minha avó que ainda ficou em Portugal, acho que vai passar uma temporada por lá. 

Luan: Fez bem amor. Já vi que conversaram. - olhei para Alice e Mel. 

Mel: É, ela me contou o que aprontou por lá e me pediu desculpa. - beijou a filha que se encolheu no seu peito. 

Luan: Eu também tenho de te pedir amor, exagerei e não estava vendo a realidade. Você tinha toda a razão. Me desculpa? - ela assentiu e me puxou para um selinho. 

Mel: Vai lá tomar um banho e se deita aqui com a gente enquanto os gémeos dormem. 

Luan: Você também não deveria estar dormindo não? - a olhei reprovador e ela encolheu os ombros. - Já volto. 



Mel On: 


Desde que conversei com Alice que meu coração está bem mais tranquilo. Ainda bem que ela entendeu que estava sendo injusta e ainda bem também que Luan viu a besteira que estava fazendo em só passar a mão na cabeça e não repreender. Ele voltou cheiroso e se deitou atrás de mim me abraçando a mim e a Alice. O sofá era largo e nos permitia isso, caso contrário cairíamos no chão. Ficamos vendo desenho até Neide nos avisar que o jantar estava pronto. Bem na hora que nos levantamos os gémeos desciam as escadas e Luan correu para os abraçar. 


Luan: Amor estou com saudade. - me sussurrou me abraçando por trás assim que fechei a porta do quarto. 

Mel: Cê anda muito fogoso ultimamente mocinho. - brinquei e ele riu mordendo minha orelha. 

Luan: Vamos nos amar vamos? 

Mel: Aham. Sabe o que ando sentindo falta?

Luan: O quê?

Mel: Do nosso amor regado a champanhe. - confessei ofegante. 

Luan: Melhor deixar para outro momento, agora quero te saborear apenas sem champanhe ou outro sabor que não seja seu. - falou tão sedutor que não tive como insistir. 


Terminámos a noite com chave de ouro e acordei como na semana passada, com café da manhã na cama e um bilhetinho de Luan dizendo ter levado Alice na escola. 
Estava tão bem disposta que decidi dar um jeito no quarto eu mesma, já que Neide estava de folga hoje. O criado mudo do Lu estava todo desarrumado, com cuecas e meias pra fora e até o fio do carregador de celular. Guardei tudo e me admirei com algo na primeira gaveta, uma cartela de medicamentos para a dor de cabeça. Estranho, ele não se queixou, mas na hora do almoço tiraria isso a limpo. 


Mel: Amor você esteve com dor de cabeça? - ele me olhou assustado. 

Luan: É, foi uns dias aí mas já passou. 

Mel: Se persistir você deve ir no médico. - adverti. 

Luan: Eu sei amor, mas deve ser só cansaço sabe. 

Mel: Cansaço né? Para o que você quer não cansa. - brinquei e ele riu apertando minha coxa por baixo da mesa. 

Luan: Hoje vamos jantar fora tá bom? E depois vamos no cinema com as crianças. 

Alice: Eba, quero muito ir. - falou empolgada e os gémeos a seguiram. 

Mel: Me parece um ótimo programa. O Well vai junto? 

Luan: Não amor, vou avisar apenas o shopping e se houver problema de tumulto a segurança de lá dá uma mãozinha. 


Estava arrumando a mesa com ajuda de Rafa quando o meu celular tocou. Era Bruna e pelo estado que ela estava atendi imediatamente. 


Mel: Oi cunha. 

Bruna: Amiga você está livre de tarde? 

Mel: Estou, você precisa de alguma coisa? 

Bruna: Você poderia vir comigo no Dr. Eduardo? É a primeira consulta com ele e estou meio tensa. 

Mel: E o Gabriel? 

Bruna: Prefiro que ele só vá nas próximas, não sei se me sentirei bem com ele ouvindo tudo. - falou receosa e a entendi. 

Mel: A que horas você quer que eu passe em sua casa? 

Bruna: Pelas 15h pode ser? 

Mel: Combinado, até logo amiga. 


Luan: Aconteceu alguma coisa? - perguntou preocupado com os pratos na mão. 

Mel. Vou no Dr. Eduardo com a sua irmã, ela tem vergonha que o Gabriel vá junto. - ri. 

Luan: Ela é muito retardada. - zoou.  

Mel: Sai ao irmão. - Luan me fuzilou e ri ainda mais. - Cuidado para não partir os pratos meninão. 

Luan: É você que vai lavar, por isso cuidado ocê. 

Mel: Sério que você vai me deixar lavar? - fiz beicinho e ele mordeu. - Cachorro. 

Luan: "Cachorro, perigoso, safado, carinhoso e pronto pra te dar amor, louco pra fazer amor" . -cantarolou. 

Mel: Você não toma vergonha na cara né? 

Luan: Que horas você volta? 

Mel: Pelas 17h por aí, depende do tempo que demorar. 

Luan: Não esquece do nosso jantar. - me avisou e começou lavando a louça. 

Mel: Claro que não. - o abracei por trás e beijei suas costas ficando assim de olhos fechados aproveitando a presença dele em mim. Até sentir minha cara molhar com espuma que o idiota atirou. - Canalha. - me stressei e ele riu iniciando uma batalha de espuma pela cozinha. 


Peguei Bruna em casa dela e fomos até ao hospital conversando. A barriga dela já se notava bastante e ela seria uma grávida linda. As fãs já sabiam e Luan sempre voltava pra casa com prendas para ela e o bebé e as nossas crianças também. Chegámos na hora exata e assim que entramos Dr. Eduardo riu emocionado vendo Bruna. 


Dr. Eduardo: Quando a Melissa engravidou a primeira vez e a sua mãe me ligou para marcar uma consulta pensei que era você a grávida, mas aí veio o seu irmão e afirmou que você demoraria para engravidar. - rimos - É um ciumento, a verdade é que você demorou alguns anos mas não muitos. Muitos parabéns Bruninha. 

Bruna: Obrigado doutor. - após as perguntas básicas Bruna fez a ecografia e estava tudo certo com o bebé. 

Dr. Eduardo: Melissa você quer que te examine? 

Mel: Não acho que seja necessário doutor. 

Dr. Eduardo: Já que está aqui aproveite. - me convenceu e me deitei na maca - É sempre bom vigiar e analisar o seu sistema reprodutor mesmo que não esteja grávida. 

Mel: Eu sei doutor mas acho que está tudo ok. 

Dr. Eduardo: Você toma anticoncepcional né? - assenti - O Luan usa sempre camisinha? 

Mel: Ultimamente esquecemos algumas vezes mas eu tomo o remédio sempre certinho, até o Luan me lembra que tenho de o tomar ou busca para mim. 

Dr. Eduardo: Homem quando se preocupa com a pílula da mulher é porque está querendo alguma coisa. 

Mel: Como assim? - indaguei confusa. 

Dr. Eduardo: Vou já ver e se for o que estou pensando você saberá já já. - fez todos os procedimentos e exames e voltámos para a sua secretária. 

Mel: Então doutor está tudo bem? 

Bruna: Agora até eu fiquei preocupada. 

Dr. Eduardo: Não é motivo para preocupação. - falou olhando os papéis. - Melissa você planeja ter mais filhos? 

Mel: Planejo doutor, quando os gémeos crescerem, já conversei com o Luan sobre isso e combinamos que tentaríamos mais tarde. 

Dr. Eduardo: Parece que ele se apressou um pouquinho .- segurou o riso e não entendi. - Você está grávida Melissa. - me sorriu meigo e fiquei em choque. 

Mel: Grá-vi-da? - soletrei não acreditando - Não é possível, eu tomo sempre remédio doutor. - me justifiquei desesperada. 

Dr. Eduardo: Você falou que o Luan é que pega o remédio pra você algumas vezes. - me lembrou e meu pensamento foi para a cartela de medicamentos de dor de cabeça que vi na gaveta de Luan, e se ele me estivesse dando o remédio errado de propósito? Eles eram iguais realmente. 

Mel: Eu vou matar o Luan. - disse entredentes. 

Bruna: Meu irmão não cresce, que criancinha. - zoou. 

Mel: Seria cómico se não fosse trágico. 

Dr. Eduardo: Ainda é bem recente Mel, apenas vi um pequeno feijãozinho, te aconselho a fazer o exame de sangue, mas não dou mais do que uma semana de gravidez, logo mais você sentirá os sintomas normais. 

Mel: Obrigado doutor. - agradeci ainda zonza por aquela novidade. 


Bruna insistiu para levar o carro e não vi problema, seria até melhor. Parámos em casa dos seus pais primeiro e entrei para os cumprimentar. Assim que cheguei na sala vi Luan conversando com eles enquanto meus filhos brincavam com os cachorros no jardim de trás. 


Luan: Amor correu tudo bem? 

Mel: Precisamos falar. - disse seca e séria e ele me olhou estranho. 

Bruna: Desta vez você vai se queimar maninho. - bateu no ombro de Luan e ele ficou sem entender. 

Luan: Vamos pra casa então, vou chamar as crianças. 

Mel: Antes da gente ir me deixa perguntar uma coisa. - ele se virou - Como você teve a cara de pau de me enganar? 

Luan: Não te enganei não amorzinho. - se defendeu rápido e os seus pais nos olhavam atentos. 

Mel: Você sabe que me enganou sim. Você não estava com dor de cabeça coisa nenhuma né? Aqueles remédios foi só pra me enganar e para eu tomar medicamento da dor de cabeça ao invés da pílula. - lhe atirei á cara e ele engoliu em seco. 

Luan: Você descobriu. - falou baixo. 

Mel: Descobri sim, porque o Dr. Eduardo me convenceu a me examinar e descobriu que... - fiz uma pausa respirando fundo 

Luan: Você está grávida? - me completou e assenti brava. 

Mel: Mas não pense que estou de boa com isso. Vou pegar meus filhos e conversamos o resto em casa. - saí disparada para o jardim e quando voltei ouvi Luan falando com seus pais. 

Luan: Mamusca vou ser papai de novo, ai meu Deus eu sou o homem mais feliz do mundo. - falou emocionado. 

Mari: Mas você não acha que forçou a barra demais meu filho? Não é justo a Melissa ser enganda desse jeito. 

Luan: Mãe ela vai acabar por aceitar, agora deixa eu ir. - beijou os pais e a irmã e se levantou. 

Mel: Você veio a pé né? - ele se assustou comigo ali e assentiu. - Então é do mesmo jeito que vai voltar. - levei as crianças para o carro e ele veio atrás. 

Luan: Ué amorzinho, vai me deixar ir a pé e você vai de carro?

Mel: Pra você pensar na besteira que fez comigo. 

Luan: Cê acha que nosso brotinho é besteira? - perguntou incrédulo. 

Mel: Não disse isso seu imbecil, apenas que você me enganou. - Fechei a porta do carro e dei partida o vendo fazendo gestos zangado. 


Cheguei em casa rápido e dei um banho nos meus filhos, me banhando em seguida. Estava terminando de me vestir quando Luan entrou no quarto e foi para o banheiro. Terminei de me arrumar e embora estivesse com zero vontade de sair depois de tudo que aconteceu, meus filhos não mereciam sofrer por isso. 




Luan: Amor eu só queria adiantar as coisas um pouquinho. - apareceu no closet apenas de cueca branca, aposto que foi pra me provocar. 

Mel: Adiantar? Cê queria era competir com o David. 

Luan: Nada disso, a primeira vez que te dei o remédio errado foi um dia antes de saber que o David teria outro filho. 

Mel: Mas você não tinha o direito. Acha certo isso? Eu sou a mãe, eu que sei quando me sinto preparada para ter mais um bebé ou não e te juro que no momento era o que eu menos queria. Você não respeitou minha vontade e foi egoísta só pensando em você porque serei eu que vou carregar mais um filho seu na barriga por nove meses. 

Luan: Nossa, falando assim, até parece que ser mãe é ruim. 

Mel: Experimenta pra você ver. - me exaltei - Ser mãe é maravilhoso mas não quando não estava esperando. 

Luan: Tá, me desculpa, mas agora não podemos voltar atrás. 

Mel: E você deve estar muito triste com isso. - ironizei - Idiota. - passei por ele ventando e fui segurada pela sua mão. 

Luan: Não precisa pirar amor, a gente vai amar esse bebézinho do mesmo jeito que amamos cada um dos nossos filhos. Entende que eu queria muito e só encontrei esse jeito, me desculpa se joguei baixo demais mas eu queria muito ter mais um filho com você. - falava em tom baixo e meus olhos se encheram de lágrimas pelo nervosismo. 

Mel: Me larga. - pedi com a voz falha e ele fez o oposto, me puxando para um abraço.

Luan: Não chora. - pedia calmo e chorei tudo que estava entalado. - Você quer ficar em casa? Marcámos o cinema para outro dia. 

Mel: Não, as crianças merecem se divertir. - me soltei dele e fui para o banheiro limpar as lágrimas o deixando se vestir. 


No jantar mal comi e Luan me olhava constantemente. As crianças estavam adorando esse tempinho em família mas eu só pensava em como iria ser a partir de agora. Eu queria me focar apenas na criação dos gémeos e de Alice e no trabalho que tinha planos de sair para o exterior. Mas agora teria de me afastar novamente. Luan parecia contente e ao mesmo tempo receoso com o que estava acontecendo. Ás vezes acho que ele não tem 30 anos, faz cada coisa, só é lerdo para o que quer. 


Alice: Mamãe cê tá doente? - perguntou me olhando com uma sobrancelha levantada. 

Mel: Não amor. 

Alice: Então come, você sempre diz que temos de comer para crescer, come mamãe. - falou ingénua e sorri pequeno com isso comendo um pouco do que tinha no meu prato. 

Breno: Papai as gatinhas tão oíando cê. - apontou com o dedinho para a mesa onde duas moças loiras e siliconadas davam risinhos e falavam baixinho enquanto olhavam Luan descaradamente.


Nem sei se ficava com raiva por elas estarem o comendo com os olhos ou por Breno ter aquela linguagem. Luan olhou para mim como senão tivesse culpa e o fuzilei furiosa, pois com certeza ele já comeu as duas. 



Boa noite! Luan foi muito palhaço em ter enganado a Mel e ela pirou por saber que está grávida de novo. No entanto resolveram sair na mesma para jantar e parece que o Breno reparou que duas mulheres encaravam o seu papai. O que será que vai acontecer? ahahah Comentem amorecos. Beijocas <3

141. Onde está a Alice?

Mel: Que foi? - me enervei - Tá maluco. Porque desligou o celular? É ciuminho Luan? - o encarei feio e ele não fez caso colocando o seu corpo em cima de mim. 

Luan: Ciúme nada, eu quero você. - falou me olhando penetrante. 

Mel: Você bebeu? A gente briga, você desliga o celular na cara do David e agora quer fazer amor? - ri irónica - Só que não. 

Luan: Deixa de ser chatinha, você também quer que eu sei. - cheirou meu pescoço e começou a depositar leves beijos. 

Mel: E você pensa que é assim né? - ofeguei - Quando bem te apetecer eu vou estar aqui pronta pra você? 

Luan: Você sempre estará pronta para mim. - voltou a me olhar e quando ia protestar ele me beijou feroz apertando meu corpo contra o seu. 

Mel: Rafa. 

Luan: Rafa né? - Não resisti e me entreguei completamente. 

Mel: A camisinha amor. - avisei e ele continuou me beijando. 

Luan: Deixa, ontem a gente também  não usou e você toma remédio. 

Mel: Mas não podemos abusar. 

Luan: Confia. - me sussurrou e não tive como lhe dizer não. 


Mel: Você é muito bipolar sabia? - observei enquanto descansava em seu peito. 

Luan: Você vai pra Portugal mesmo? - mudou de assunto e suspirei. 

Mel: Aham, você sabe que eu sempre quis ver o David jogando pelo Benfica, e agora é a hora, não posso perder esta etapa da vida dele. 

Luan: Hum. Vai levar as crianças?

Mel: Estava pensando em levar sim. 

Luan: Ah, mas comigo a Alice não podia ir porque ia faltar na igreja, mas ir com você já pode? - indagou sarcástico e elevei meu tronco me apoiando no meu braço. 

Mel: Tá amor, talvez não tenha sido passiva nisso, mas acho que ela não vai querer viajar comigo. - entristeci . - Tenho a certeza que ela vai escolher ficar com você. 

Luan: Hey não fica assim, ela te ama igual. - emoldurou meu rosto com as suas mãos. - Sua avó pode ir comigo? 

Mel: Que foi hein? Não vai dar conta de cuidar da pestinha da sua filha? - brinquei e ele revirou os olhos. 

Luan: Apenas não vou poder ficar de olho nela o tempo todo. - se justificou. 

Mel: Fala com ela amor, se ela quiser ir senão você vai ter de se virar. 


Acordei com a luz do sol e quando vi as horas me sentei rapidamente. Já passava da hora de levar Alice na escola, melhor, ela já lá deveria estar. Estas noites com Luan estavam me deixando super cansada. Quando retirei o edredom de cima reparei no tabuleiro com o café da manhã ali no lado dele com um bilhete. 


"Bom dia flor do dia. Não se preocupa que já arrumei Alice e vou levá-la na escola, em seguida vou dar uma passada no Dudu. Toma seu café e seu remédio. Até ao almoço Melzinha, te amo, milhões de beijos por todo o seu corpo. Do seu Rafa."


Sorri com esse gesto e fiz o que ele mandou, comi calmamente aproveitando o sabor e o tempo que tinha para este momento antes que os gémeos acordassem. Tomei a pílula e me levantei para tomar um banho. Os gémeos acordaram assim que entrei no quarto e logo que os arrumei descemos para eles comerem. 


Lúcia: Adormeceste minha neta? 

Mel: Parece que sim vó, mas o Luan parece ter acordado com as galinhas. 

Lúcia: Ele está bem responsável mesmo. Aliás, ele disse-me que tinhas um assunto para falar comigo. 

Mel: É, amanhã vou para Portugal, o David voltou para o Benfica e vou ao jogo de regresso. - sorri pensando em como será perfeito. 

Lúcia: Tudo aquilo que sempre sonhaste ver. 

Mel: A senhora me conhece. E acontece que eu vou levar os gémeos porque a Alice anda fria comigo e tinha pedido para viajar com Luan e eu não deixei, mas agora as coisas mudam e ela vai com ele. A senhora quer ir junto comigo ou prefere viajar com o Rafa e ajudá-lo no que precisar? 

Lúcia: Tens de resolver as coisas com a tua filha, ela tem de saber que tem de te obedecer e que não adianta ficar de birra porque as coisas não se resolvem assim. 

Mel: Diga isso ao pai dela que a mima demais. 

Lúcia: Meu amor, o Luan viaja tanto que é normal querer matar a saudade mas eu entendo que ás vezes não é o melhor caminho, as crianças têm de ter um equilíbrio. 

Mel: Pena ele não estar aqui para ouvir isso. Mas você como vai fazer vó? 

Lúcia: Eu sinceramente preferia viajar contigo, tenho saudades do meu país e da tua mãe, até do turrão do teu pai. Mas se o Luan precisar muito de mim eu vou com ele. 

Mel: Ele vai entender vó. 


Comprei as passagens e comecei a fazer as minhas malas e dos gémeos. Em seguida fui fazer a do Luan e de Alice, porque se não fosse eu hoje seria o dia que o Lu iria a casa da Mari para ela a fazer. 


Luan: Vó a Mel falou cocê? - perguntou enquanto almoçávamos. 

Lúcia: Falou e eu vou com ela, peço que me desculpes mas eu tenho saudades da minha terra. 

Luan: Sem problema vózinha, eu entendo. - sorriu meigo. - É só a gente filha. - falou para Alice. 

Alice: Eba. Fim de semana com meu papai, é o melhor de sempre. - se animou e de certo modo isso me entristeceu. Mas eu sabia que ela estava fazendo pirraça e não lhe daria o gosto de ir atrás resolver as coisas, a errada era ela. 


Luan: Juízo e nada de gritar hein? Não vai assustar os moleques. - me deu mais um selinho - Me liga sempre. 

Mel: Fica descansado, e juízo você hein? Boa sorte para cuidar da sua princesinha. - ri sabendo que não seria fácil. 

Luan: Cê vai ver que não vai custar nada. 

Mel: Aham. - o puxei para um beijo e o deixei se despedir dos gémeos. - Vê se não irrita o seu pai Alice, se comporte tá bom? - pedi meiga e ela assentiu. - Me dá um abraço então. - ela pareceu hesitar mas lá me deu. - Te amo tá? - ela não respondeu e foi para perto de Luan. 

Luan: Me liga. - pediu mais uma vez e ri do seu cuidado lhe dando mais um beijo. - Amo você. 

Mel: Te vivo Rafa. 


Meus pais foram me pegar no aero e ficaram super contentes por nos ver. Os gémeos adoravam os avós portugueses e saltaram logo para o colo deles. Passei a tarde de sábado dormindo pois tínhamos viajado de noite e agora o cansaço se fazia sentir. Ao final da tarde viajei para Lisboa. O jantar foi na casa que David mantinha lá. 


David: Logo mais vou me mudar, este apê está pequeno demais para todo o mundo. 

Mel: Acho que você faz bem, as crianças querem liberdade. 

Sara: E a Alice não veio ver o padrinho porquê? 

Mel: Ela anda virada do avesso. 

David: Então? 

Mel: Não me obedece, me chama de má e se eu lhe bato o Lu fica furioso comigo. Ele só a mima e não vê que isso prejudica. 

David: Vocês já conversaram sobre isso? 

Mel: Já, mas não resolvemos nada, ele é tão cabeça dura que se  acha na razão, mas foi até bom ela viajar com ele pode ser que ele veja como ela está de verdade. 



Luan On: 


Luan: Filha você quer jantar aqui no quarto ou quer descer? 

Alice: Eu quero descer, depois podemos ir passear papai. 

Luan: Tá bom, mas não vamos passear muito, papai está cansadão. 


A arrumei e combinei com a equipe de descermos para jantar no restaurante. Alice ia nos ombros de Rober que sempre adorava quando ela viajava comigo, quando Melissa também vinha. 


Alice: Quero pizza. - pediu. 

Luan: Isso faz mal filha, sua mãe sempre te dá legumes e coisas saudáveis. 

Alice: Só hoje? - fez manha e assenti, não seria um dia que iria fazer mal. 


Desde que Mel chegou a Portugal e me ligou avisando não falamos mais. Como prometido fui passear com a galera e Alice pediu sorvete. Tirei uma foto dela e postei. 



"Molequinha está viajando com o papai"


Acordei com ela me abraçando como a Melissa e sorri com isso, elas eram tão parecidas que isso só as fazia andar ás turras. Pedi o café da manhã ali no quarto mesmo e depois de a acordar fui para a academia deixando-a com a Marla. Durante a tarde decidi ficar no quarto descansando para o show de logo. 


Alice: Vamos brincar papai? 

Luan: Alicinha papai tem de descansar, deita aqui comigo. Vamos ver desenho depois a gente brinca um pouquinho tá bom? 

Alice: Vamos ver Bob Esponja? - perguntou com um sorriso de canto, ela adorava esse desenho tanto quanto eu. 

Luan: Vamos. - subiu rapidamente para a cama e se aconchegou em mim. 



Nem dei conta de ter fechado os olhos e adormeci. Quando acordei Alice não estava do meu lado e me desesperei na hora. A janela da varanda do hotel estava fechado e isso me aliviou. Fui no banheiro e não a vi. 


Luan: Alice? - chamei na esperança dela ter se escondido por ali. - Filha onde cê se meteu? - perguntei para mim e liguei para Rober. 


Rober: Acordou boizera? 

Luan: Parece que sim Testa. Olha uma coisa, cê viu a Alice? 

Rober: Vi sim, ela apareceu aqui batendo no meu quarto me pedindo pra brincar porque você tinha adormecido. 

Luan: Graças a Deus ela está com você. A danadinha nem me avisou. - neguei suspirando. 

Rober: Mas boi eu vi ela mas aí ela disse que ia na Marla. 

Luan: Você deixou ela sair sozinha? 

Rober: Cara, assim que abri a porta ela correu, ainda fui atrás mas nunca mais a vi, com certeza está no quarto das meninas. 

Luan: Tá, eu vou passar lá. - me desesperei de novo e peguei meu chinelo saindo do quarto. 


Saí disparado e quando Marla abriu a porta entrei sem pedir olhando tudo em volta mas não a vi. 


Luan: Minha filha Marla? 

Marla: Ela não veio aqui não Luan, o que aconteceu hein? 

Luan: Ela saiu quando eu estava dormindo, e o Rober disse que ela vinha para aqui. - passei as mãos na cabeça desesperado. 

Marla: Liga para a receção, eles podem tê-la visto. 

Luan: Vou fazer isso. - saí do quarto e ao invés de ligar resolvi descer. Assim que o elevador se abriu vi Alice conversando com os seguranças do hotel na porta. - Alice. - a chamei firme e ela me olhou correndo até mim. 

Alice: Acordou papai? 

Luan: Porque você saiu e não me disse nada? 

Alice: Cá tava dormindo. 

Luan: Me acordava. - falei sério e ela me olhou com receio - Fiquei preocupado com você. Acha certo sair do quarto e não dizer nada? E se alguém te roubasse ou se acontecesse alguma coisa? Vamos pra cima. - peguei em sua mão e subimos em silêncio. 

Alice: Papai cê vai me bater como minha mamãe? - indagou com aqueles olhinhos de cachorro sem dono 

Luan: Bem que você merecia. Agora eu vejo o porquê dela te ter batido da outra vez, você desobedece a gente. - me enervei e sentei na cama a vendo se encolher. - Depois você diz que a sua mãe é má, mas ela só está querendo te educar, você já é grandinha pra saber que não pode sair sozinha por aí . -o bico dela aumentou e seus olhos se encheram de lágrimas por me ver a repreender pela primeira vez. 

Alice: Desculpa papai, não briga comigo por favor. 

Luan: Você sabe o que vai fazer quando a gente voltar né? Pedir desculpa para a sua mãe. 

Alice: Ela me bateu. 

Luan: Porque você merecia, se eu te batesse agora cê ia me odiar também? - Alice encolheu os ombros e se aproximou de mim. 

Alice: Eu juro que não faço mais isso papai. - subiu na cama e me abraçou como pode. 

Luan: Promete mesmo?

Alice: De dedinho. 


No show ela ficou com Rober e apenas foi no palco quando eu chamei para cantar uma música comigo. As fãs adoraram e isso só me dava a certeza de que ela nasceu para isto. Alice já dormia e aproveitei a insónia pós-show para vigiar as neguinhas até que vi uma foto dos meus gémeos publicada por Melissa. 



"Para meu papai matar a saudade"



Pior que a saudade aumentou e saí da internet logo tentando dormir. Quando a Melissa voltasse teria de ter uma conversa com ela, também precisava me desculpar e se Deus quisesse aquilo que andava planejando teria dado certo. Acompanhei através das redes sociais a alegria da Melissa em ver o David jogando pelo seu time e aquele sorriso me encantava mais e mais. Meus filhos também adoraram e assim que liguei para a Mel pude notar o entusiasmo. Falei com David que me garantiu que estava tudo bem e lhe parabenizei pelo filho que estava a caminho. Alice tinha viajado com os pilotos do Bicuço e meus pais a esperavam no aero para a levarem pra escola na segunda. Voltei pra casa na terça ao final da tarde e a primeira coisa que vi quando entrei em casa foi Alice deitada no peito de Melissa enquanto assistiam tv. 



Boa noite! Luan soube levar as coisas a "bom porto" e amoleceu a Mel que tentava se fazer de difícil ahah Ele anda com umas ideias hein? kkkkk Mel foi pra Portugal e Luan viajou com Alice, mas nem tudo saiu como ele esperava. Afinal Alice não é aquele anjo que ele pensava e pela primeira vez a repreendeu entendendo o que a Mel aguenta todos os dias. E o que ele anda tramando? Hein? Comentem amores, fico esperando. A fanfic está na reta final :( aproveitem os últimos capítulos ! Beijocas <3

quinta-feira, 2 de abril de 2015

140. Divergências

Mel: Amor. - o abracei e ele rodeou seus braços à minha volta. - Que está se passando nessa sua cabecinha? 

Luan: Eu não sei, ao mesmo tempo que eu vejo a minha irmã como sendo a minha bonequinha, por outro vejo aquilo que eu já sabia que iria acontecer. 

Mel: Você está bravo com isso? - indaguei receosa.

Luan: Não Mel, eu estou... - fez uma pausa e sorriu grande - Estou muito feliz por ter um afilhado, porque né, se ela não escolhe a gente eu dou uma surra nela. - rimos. 

Mel: Sério que você está feliz? 

Luan: Muito. - me deu um selinho - Só não sei como demonstrar. Acho que fui pego de surpresa sabe? Nunca imaginei que fosse assim tão rápido, mas ela cresceu demais e só me orgulha a cada dia. 

Mel: Então acho bom você ir até ela e lhe dizer isso porque a coitada ficou achando que você não gostou da novidade. 

Luan: Bobinha. Depois vou lá, agora quero uma coisa. - se aproximou e tomou meus lábios num beijo envolvente e quente. 


Amarildo: Só na pegação, esse meu filho não muda. - falou na porta da sacada e páramos o beijo rindo envergonhados. 

Luan: Oh pai, estragou meu momento. - ironizou e Amarildo riu. 

Amarildo: Está tudo bem filho?

Luan: Bem até demais pai. Vou lá falar com a nossa menina. - bateu no ombro de Amarildo e saiu. 

Amarildo: Ainda bem que ele parece ter aceitado. 

Mel: Ele aceitou sim sogro, o Luan já está maduro o suficiente para entender que todo o mundo tem o seu momento. 


Voltámos para a sala de jantar e Luan estava abraçado a Bruna num canto conversando ao pé de ouvido. Mari falava animada com Gabriel e minha avó que olhava as crianças. 


Bruna: Cunha já sabe que vai ser madrinha de casamento e do bebé né? 

Mel: Claro que sei, até porque o seu irmão não deixaria ser de outro jeito. - ri sabendo que Luan já tinha enchido o saco da Bruna. 

Bruna: Pois é. - riu e Luan nos fuzilou. - Queria ter gémeos também.

Luan: Hey, um de cada vez. - falou sério nos fazendo rir. 


Alice fez birra para dormir em casa de Bruna, mas por ser início de semana era impossível. Voltámos pra casa tarde e os gémeos dormiam. Alice estava quase também e foi só trocar a roupa deles e os deitar. Assim que entrei no quarto Luan acendia velas por ali. Parei observando tudo. 


Mel: Pra quê tudo isso amor? A luz não foi abaixo não. 

Luan: Amor não fala. Estou preparando o nosso cenário de amor. ´

Mel: Hum, romântico demais esse meu marido. - zoei e ele estufou o peito se gabando. 

Luan: Acabei. - acendeu a última vela e veio até mim tirando a camisa, gatinhou na cama até chegar a mim e me puxou pela nuca para ele mordendo meu lábio. 


Abri meus lábios para o beijar e ele desceu sua boca para a minha mandíbula me fazendo grunhir por me deixar na vontade.  Tirou meu top e meu soutien me satisfazendo. Peça atrás de peça ficámos nus e nos encaixamos perfeitamente terminando a noite da melhor maneira possível. 


Lúcia: Estás atrasada minha neta? - perguntou me vendo comer rápido. 

Mel: Um pouco vó, perdi a hora. Alice termina de comer. - falei para ela que enrolava os cereais. 

Alice: Papai vai com a gente? 

Mel: Vai filha. - foi só falar nele que o seu cheiro adentrou pela cozinha. - Bom dia amor. - lhe dei um selinho. 

Luan: Bom dia minhas vidas. 

Lúcia: Meu neto come, a Melissa está atrasada mas não podem sair sem comer. - falou firme e Luan assentiu. 

Mel: Vou tomar minha pílula e já volto. 

Luan: Deixa que eu pego amor. - se levantou rápido e saiu não me deixando o impedir. - Aqui está. - me deu o comprimido. 

Mel: Cê sabe qual é a caixa? 

Luan: Claro que sei ué, toma amor. - me deu água e tomei a pílula. Alice já tinha terminado e só faltava Luan terminar o seu pão. 


Hoje Alice não fez birra e ainda bem, mas ela que não se acostumasse a ter o Luan a levá-la sempre, porque isso não aconteceria. Ao final da tarde quando ela voltou da escola de música, Luan foi a casa dos pais com gurizinho. 


Mel: Filha, mamãe vai na cozinha falar com a Neide, presta atenção nos seus irmãos por favor? - pedi enquanto ela assistia tv no sofá da sala e os gémeos brincavam ali perto. 

Alice: Tá. - falou apenas isso e saí para resolver as compras do mês com a Neide e minha avó. 


Assim que cheguei na sala uma gritaria enorme se fazia e vi os gémeos batendo um no outro e Alice relaxada sem fazer nada. Perdi a paciência e embora me custasse ser má, hoje teria de o ser. 


Mel: Breno pára de puxar o cabelo da Nic. - lhe bati na mãozinha e ele parou. - E você menina pare de chutar o seu irmão. - bati na mãozinha da Nic também e eles pararam. - Que aconteceu hein? 

Breno: Ela quia meu carro. 

Nic: E ele atilou minha boneca pa li. - apontou onde estava a Barbie e neguei suspirando fundo. 

Mel: Cada um tem os seus brinquedos, não têm que discutir por isso. E vocês têm de partilhar, Breno deixa a tua irmã brincar com os teus carros, vocês podem brincar os dois com os brinquedos um do outro, são irmãos e têm  de se dar bem. Peçam desculpa. - ordenei e eles pediram se abraçando em seguida. - Agora nós menina Alice. - me levantei brava e ela arregalou os olhos surpresa. 

Alice: Não fiz nada mamãe. - se defendeu rapidamente. 

Mel: Por isso mesmo, não fez nada. - me enervei - Seus irmãos estavam à bulha e você não fez nada, o que eu te pedi pra fazer antes de ir na cozinha? - elevei minha voz e ela se encolheu. 

Alice: Olhar por eles. - falou baixo. 

Mel: Exatamente e o que você fez? - ela não respondeu e vi o seu biquinho crescer querendo chorar. - Engole esse choro. 

Alice: Você é má, eu quero meu pai. - gritou chorando. 

Mel: Eu sou má? - perguntei incrédula. 

Alice: É, cê não gosta de mim, só quer saber desses dois aí. - acenou para os gémeos - Nem me deixa mais dormir com vocês, meu pai que gosta de mim de verdade. - continuou gritando e a peguei pelo braço para que se levantasse e lhe dei dois tapas na bunda a fazendo gritar ainda mais. - Eu não gosto de você. Me deixa em paz. 

Mel: Vai agora para o teu quarto e só sai de lá quando eu mandar tá me ouvindo? E pára de birra porque se não te dou mais tapas, não brinca comigo Alice. - disse entre dentes e ela me olhou assustada correndo para o andar de cima. 


Me sentei no sofá e apoiei minhas mãos na cabeça respirando fundo. Ela tinha passado das marcas. Mesmo eu odiando bater em criança ela mereceu. Quando Luan voltasse teríamos de ter uma conversa bem séria, porque não poderia continuar assim. Na hora do jantar ele chegou e depois de deixar Gurizinho no jardim voltou para o meu lado. 


Luan: Onde está a Alicinha? - perguntou meigo. 

Mel: De castigo no quarto. 

Luan: Ué, de castigo porquê? 

Mel: Porque pedi para cuidar dos gémeos e ela deixou eles baterem um no outro e nem me chamou sequer.

Luan: Isso não é motivo. - falou incrédulo e ri nervosa.

Mel: Claro que não, mas depois de a repreender tive de ouvir da boca dela que eu sou má e que não gosto dela, dá para acreditar? - indaguei e ele semicerrou os olhos se levantando. - Isso, vai lá passar a mão na cabeça dela. - disse sarcástica. 

Luan: Não esquenta. Ela é criança não entende as coisas. 

Mel: Claro que entende. - disse irritada - Depois vamos ter uma conversa nós dois. 

Luan: Como cê quiser. - falou sem dar importância e subiu as escadas rápido. 


Minha avó colocou a mesa ali na sala de jantar mesmo e levei os gémeos para lá lhes dando a sopa. Ouvi risinhos e logo Luan apareceu com Alice no colo que sorria mas assim que me viu a olhando desfez a cara alegre para uma embirrada. Luan serviu o jantar dela e me ajudou a dar a sopa nos pequenos. 


Alice: Papai depois quero te mostrar o que aprendi na escola de música. 

Luan: Depois vamos para o estúdio e cê me mostra. - acariciou o seu rosto. 

Alice: Aham, quero subir no palco com o senhor logo logo. 

Mel: Se continuar sendo insolente não vai subir a palco nenhum. - me estressei e ela abaixou o olhar para a comida. Luan apenas me olhou e quando ia dizer algo Alice o interrompeu. 

Alice: Papai quando você viaja? 

Luan: Depois de amanhã amor.

Mel: Volta quando? 

Luan: Terça feira. - suspirou pesado e apertei sua mão. Os gémeos já tinham comido e nos servi a mim, Luan e minha avó. 

Alice: Papai posso ir com o senhor? 

Mel: Que ideia é essa? Tá doida Alice? Você tem escola e tem de cumprir com isso não dá pra andar viajando não. 

Alice: Só no fim de semana, posso papai? - indagou a Luan e percebi a manha dela de cortar relações comigo. 

Mel: Não, sábado tem catequese. 

Luan: Por um dia ninguém morre amor. 

Mel: Se você continuar fazendo o que ela quer daqui uns dias ela nem pra escola vai querer ir mais. 

Luan: Alice deixa mais pra frente para quando o show for aqui em Sampa tá bom? - falou meigo e Alice concordou. 


Ajudei minha avó a levantar a mesa e a lavar a loiça. Em seguida adormeci os gémeos e quando desci Luan saía com Alice do estúdio. 


Luan: Dá um beijo e vai dormir. - se abaixou e Alice o abraçou o enchendo de beijos. Quando se virou deu de caras comigo e desviou o olhar passando por mim sem me cumprimentar. - Alice? - chamou-a e ela se virou - Não vai desejar boa noite pra sua mãe?

Alice: Boa noite. - falou seca e correu para não ser repreendida. 

Mel: Meu Deus, me dá paciência. - resmunguei só pra mim e me sentei no sofá. 

Luan: Podemos conversar então? 

Mel: Aham.

Luan: Eu não acho que castigar uma criança seja o caminho mais certo, ela errou, tudo bem, mas todo o mundo erra. 

Mel: Claro. - disse irónica - E a sua filha vai se tornar naquilo quer você foi um dia, errava e pedia desculpas achando que tudo se resolveria. 

Luan: Não acho que ela vai ser assim, mas também não quero que você lhe bata. - ri nervoso com isso e o olhei incrédula. 

Mel: Ela teve o que mereceu, você quando era criança também levou tapas na bunda com certeza e isso não te fez mal algum, antes pelo contrário, te fez aprender. Ela me falou torto e feio, foi mal educada e isso eu não admito. Ela tem mimo a mais mas chegou a hora de perder esse mimo e se tornar numa criança independente, sem necessitar da gente para tudo. - esbracejei e Luan negou com a cabeça. 

Luan: Você tá dizendo que a educação que a gente dá não está funcionando, é isso? 

Mel: Não, porque de mim ela não tem o mimo que você lhe dá, e com os gémeos vai pelo mesmo caminho. 

Luan: Ah, então o errado sou eu que quero matar a saudade dos meus filhos e passar o maior tempo possível com eles, eu que não sei educar né Melissa? E você que fica em casa com eles todos os dias, acha que educa certo é? 

Mel: Eu não disse isso, apenas que mimo a mais faz mal. 

Luan: Claro que faz, vamos tratá-los sem carinho e amor então? Aí cê vai criar delinquentes que nãosserão nada na vida e odiarão os pais. - se levantou respirando fundo. 

Mel: Nada a ver, eles merecem amor na medida certa, não exageradamente. 

Luan: Ninguém exagera, apenas educámos como nosso coração manda. 

Mel: Talvez seja hora de colocar a razão na frente. 

Luan: Não dá pra conversar com você Melissa, eu não vou mudar meu jeito com meus filhos. - falou ríspido e subiu para o quarto. 


Me custava a acreditar como ele deixou que Alice me tratasse daquela forma e ainda assim deixou passar sem nenhuma repreensão. Ele não estava percebendo a situação e o fato de estar longe a maioria do tempo o fazia querer amar de uma vez toda os meninos. Eu até entendia o lado dele mas não precisava de ser tão exagerado e não repreender. Meus pais sempre me ensinaram que "Quem dá pão, dá criação" e se para eles aprenderem teriam de levar uns tapas eu não via mal algum. 


Subi para o quarto e depois de tomar um banho e vestir o pijama voltei para a cama. Meu celular tocou e vi ser David. Luan assistia tv e mexia no celular, talvez falando com as fãs. 


Mel: Oi David. - atendi empolgada pois já não nos falávamos há algum tempo. 

David: Oi Melzinha, tenho uma super novidade para você.

Mel: Não me diga que vai ser papai de novo? - ri e Luan bufou aumentando o volume da tv. 

David: Também. 

Mel: Sério? Ai que ótimo, já é o quarto hein? Falta pouco para os seis que você quer. 

David: Está quase. 

Mel: Parabéns viu. Fico super feliz por você. 

David: Mas tenho outra novidade. 

Mel: Conta. 

David: Você sabe que estou terminando a carreira daqui a uns três anos né? 

Mel: É. - disse triste. 

David: E você sabe que eu tenho o desejo de voltar e terminar no Benfica, acontece que conversei com o Presidente e ainda esta semana volto para o nosso Glorioso. - falou animado me deixando sem reação. - Mel? 

Mel: Não acredito. - falei surpresa.  - Meu Deus, tudo que eu queria era te ver jogando pelo Benfica e agora você voltou. Mal posso esperar para te ver. 

David: Você vem me ver a Portugal? 

Mel: Quando é seu jogo de regresso?

David: Domingo já.

Mel: Então me espera em Portugal no fim de semana. - Luan se sentou e tirou o celular do meu ouvido e o desligou me deixando boquiaberta o encarando. 



Boa noite. Luan aceitou de boa para surpresa vossa ahahah Alice fez asneira e apanhou por isso, acham que a Mel fez bem? Luan que não gostou muito né? E até brigaram. O que será que vai acontecer? David ligou e Mel parece que vai para Portugal, mas Luan não gostou muito disso e desligou o celular dela. O que vocês chutam que acontecerá? Comentem bastante, beijocas ! <3