Mel: Quando estava em Portugal eu falei com os meus pais sobre ficar vivendo aqui e eles apoiaram-me sabe. Mas aí decidi contar da gente, que estávamos nos conhecendo e que você me estava fazendo feliz e ... - fiz uma pausa respirando fundo - eles não gostaram nada. Disseram coisas horríveis, que você se aproveitou da minha fragilidade, que vai me deixar, que vai me trair nessas suas viagens e que não é homem pra mim. Eu fiquei chateada claro, discuti com eles e mostrei o quanto estava bem e feliz do seu lado, que eles não tinham o direito de julgar e que sim, você era o homem da minha vida, e que mesmo eles não apoiando eu ia continuar com você.
Luan: Amor tem calma. Respira e continua. - Luan tentava me acalmar quando o meu choro era imenso, me abraçando.
Mel: Eu contei para minhas amigas e elas me apoiaram a 100% assim como minha vó, que me contou que no passado dos meus pais o meu vô também proibiu minha mãe de namorar meu pai. Mas aí eu me pergunto, se eles passaram por isso porque me estão fazendo o mesmo? Eu confrontei-os com o passado e meu pai quase me bateu, só que minha mãe impediu. - chorei relembrando o momento - Foi então que meu pai disse que esteve pensando e decidiu apenas respeitar mas não vai apoiar o nosso relacionamento de jeito nenhum. Eles não querem que ... - olhei Luan tentando ganhar coragem.
Luan: Que? Me conta meu amor, por favor. - pediu baixinho.
Mel: Eles não querem que eu namore um cantor. - Luan abaixou a cabeça - Mas eles não têm de querer, eu que faço minhas escolhas e eu não vou desistir da gente por bobagem deles, eu não vou deixar você porque eles não gostam, eles respeitam e mesmo se não respeitassem nada mudaria, a gente ia continuar junto. - ergui o rosto de Rafa que assim que olhou em meus olhos não segurou uma lágrima que eu fiz questão de limpar. - Eu te amo e nada nem ninguém no mundo vai me fazer sentir o contrário.
Luan: Mel, eu sabia que não ia ser fácil, mas nem quis pensar nisso, porque se você, que é quem mais importa, aceitou a vida que eu tenho e aceitou quem eu sou nada iria interferir. Eu entendo o lado dos seus pais e poderia dar parte fraca e pedir para a gente se afastar e você aceitar as condições dos seus pais. Mas o meu amor por você é egoísta. Eu quero você e não vou ceder a nada que abale a gente. Nada entendeu? - tocou meu rosto - Nem que pra isso eu tenha que ir a Portugal conversar sério com seus pais. A gente - ri lembrando da frase de Bruna mais cedo - foi feito um para o outro, e como a Bruna me disse hoje, você chegou pra dar sentido á minha vida e eu pra colorir a sua. Obrigado por não me ter deixado, nem pensado sequer em terminar tudo que a gente tinha, mesmo que sejamos só ficantes.
Mel: É eu sabia de tudo isso mas isso faz parte de você, e eu amo você demais pra não viver um amor assim. Não vou mandar minha felicidade pro lixo, não vou mesmo. Você é minha vida e se for preciso escolher, eu não tenho dúvidas que escolheria você, porque assim como o seu, o meu amor também é egoísta. - acariciei seu rosto.
Luan: Eu te admiro cada dia mais. Cê não tem ideia do quanto eu amo olhar você e ver tudo aquilo que sempre procurei. Você é a mulher que Deus colocou na minha vida, a certa, a tal, a minha garota. A gente vai enfrentar isso e o que mais vier juntos. Eu te prometo meu amor. - Me beijou e eu não poderia estar mais feliz, sabia que Luan não me ia deixar, ele foi feito pra mim. E estávamos juntos nessa até ao fim.
Depois de tanta emoção adormecemos e no sábado de manhã acordei com ele me dando beijos e carinhos.
Mel: Hum, como é gostoso acordar assim. - selei seus lábios - bom dia meu amor.
Luan: Bom dia minha garota. Trouxe café pra você. - acenou com a cabeça para o fundo da cama onde estava um bandeja repleta de coisas deliciosas e uma gerberea. Sorri ao vê-la e logo peguei a cheirando. - Um dia ainda vou entender porque cê ama tanto essa flor. Até nisso você é diferente, qualquer mulher preferiria rosas, mas você não, é única demais. - beijou meu rosto se sentando do meu lado e arrastando a bandeja para o nosso meio.
Mel: Um dia eu te conto. - ri piscando o olho.
Comemos e depois nos arrumamos. Luan tinha planos para a gente durante a tarde e passaríamos para almoçar em casa dos seus pais.
Mel: Cê vai de amarelo amor?
Luan: Vou sim, cê não gosta? - me olhou preocupado.
Mel: Nada disso, qualquer cor em você fica bem, principalmente branco. Aiai - suspirei e ele riu - . É que eu comprei um vestido amarelo em Portugal e vou aproveitar para usar agora.
Luan: Hum, vamos ser o casal maravilha - rimos - Amor? Quero contar para os meus pais já do nosso namoro. - sorriu bobo e eu o acompanhei.
Mel: Tá bom. Acho que eles já desconfiam né, você passa mais tempo comigo do que com eles.
Luan: E só um cego não vê em seus olhos que você me ama.
Mel: O David disse a mesma coisa quando contei que você descobriu o sentimento que eu guardava por você.
Luan: Por falar em David. Agora você não vai dormir mais com ele né? Mesmo sendo melhores amigos? - Alerta!!! Luan ciumento atacando.
Mel: Amor, eu e o David somos melhores amigos e só. Mas se te deixa mais descansado eu não durmo mais com ele, até porque agora tenho quem me faça companhia.
Luan: É, eu me sinto melhor assim. Obrigado por respeitar isso amor. - sorrimos - E se você se sentir sozinha chama a Bruna, ou vai dormir lá em casa, ou então me liga ou me chama no skype que a gente dorme um ouvindo o outro.
Mel: Pode deixar.
Saímos e enquanto esperávamos o elevador, Luan insistiu para parar na portaria para entregar as chaves mas eu impedi-o disso.
Mel: Amor fica com a chave pra você. Assim sempre que quiser vir pra cá tem a chave. Eu mando fazer outra e deixo lá no Sr. António.
Luan: Nossa, obrigado amor, de verdade. Sendo assim, vai se preparando para me receber no meio da noite, para acordar com surpresas, vai se preparando D. Melissa. Depois não reclama.
Mel: Reclamar? Eu vou é agradecer. - entramos no elevador e Luan não perdeu tempo me prensando e começando o agarramento.
Luan: Sempre quis pegar alguém no elevador e você assim, de vestidinho mostrando as costas, ai Mel, não me provoca muié que eu não respondo por mim. - me confessou no ouvido enquanto as suas mãos passeavam em minhas coxas.
Mel: Pegar é? - o olhei fingindo estar ofendida.
Luan: Melhor do que pegar é namorar no elevador. - corrigiu rápido voltando ás investidas.
Fomos o caminho até casa dos seus pais como sempre animados. Chegando lá Luan abriu a porta pra mim como um cavalheiro e assim que pegou em minha mão comecei a tremer. Embora já conhecesse os pais do Luan e me sentisse em casa com eles, eu estava nervosa. Seria apresentada como namorada do seu filho e a ansiedade tomava conta de mim.
Luan: E amor essa tremedeira é toda por medo da D. Marizete saber quem será a muié que vai cuidar do seu filho pro resto da vida é? - riu divertindo me zoando.
Mel: Vai zoando Rafa, quero ver quando você conhecer meus pais.
Luan: Oh amor, vamos pensar nisso depois né - disse querendo fugir a sete pés do assunto e eu ri.
Entramos e depois de cumprimentar toda a gente ficamos na sala enquanto o almoço terminava de fazer.
Luan: Família, eu quero contar uma coisa pra vocês. - pegou em minha mão que estava em cima de minha perna e isso me acalmou - Eu e a Melissa estamos namorando.
Os pais de Luan sorriram e Bruna correu nos abraçando.
Bruna: Eu sabia que ia dar namoro, sabia. Meu casal 20. Agora não se esqueçam de me chamarem pra madrinha hein, afinal eu tive dedo nesse pedido aí. - Olhei Luan e Bruna não entendendo - Pois é cunha, eu que comprei tudo para você ter a noite romântica que teve.
Mel: Bruna - falei repreendendo-a , afinal estávamos na frente de seus pais que logo nos vieram abraçar.
Mari: Oh minha filha eu sabia que você vinha pra ficar. - sorriu - você já era bem vinda, agora sê muito bem vinda a nossa família minha norinha.
Amarildo: É isso aí minha nora. A gente confia em você pra colocar juízo na cabeça do Luan. - rimos e Luan fez birra.
Luan: Né, só querendo que alguém me vigie mesmo. Eu não mereço isso.
Bruna: Cala a boca Pi, os pais tem razão, cê andava muito folgado mesmo, ainda bem que a Mel apareceu - ergueu as mãos ao céu agradecendo.
Luan: Exagero é seu nome do meio né Piroca.
Mari: Você não poderia ter escolhido melhor meu filho. Estou na torcida para que vocês sejam muito felizes. Sabe Mel, mãe sabe sempre o que é melhor para o filho - aquilo me voltou a deixar tensa - mas assim que você começou a frequentar a nossa casa eu tive a certeza de que você tinha ótimas intenções e que acima de tudo ama o meu filho de um jeito que nem sei explicar, é intenso e isso notei logo em seus olhos, nos seus cuidados, nas suas atitudes. - aquilo me emocionou de verdade e Marizete me acolheu em outro abraço, mas logo senti alguém nos abraçar e pelo toque era Luan - Não vou pedir que você cuide do meu filho porque você faz isso muito bem Mel.
Luan: Mulheres da minha vida - disse ainda abraçado e chamou Bruna que veio logo com Amarildo. Aquela família era maravilhosa e eu me sentia completamente em casa.
Durante o almoço não parámos de conversar, de rir e Mari, como ela pediu para a chamar, disse que tinha umas histórias engraçadas pra me contar do Luan, mas ele logo desviou o assunto.
Amarildo: Mel, você já falou com os seus pais do namoro? - todos me olharam e assim que Luan me olhou respondeu por mim.
Luan: Ainda não pai, mas a gente vai fazer as coisas do jeito certo. Quando eu souber data do show em Portugal a gente marca um jantar e conta pessoalmente. - Ainda bem que ele respondeu pois eu não saberia o que falar. Era um assunto que embora estivesse resolvido com Luan, eu ainda me sentia magoada.
Luan: Ainda não pai, mas a gente vai fazer as coisas do jeito certo. Quando eu souber data do show em Portugal a gente marca um jantar e conta pessoalmente. - Ainda bem que ele respondeu pois eu não saberia o que falar. Era um assunto que embora estivesse resolvido com Luan, eu ainda me sentia magoada.
Comemos e nem deu tempo de mais nada e Rafa deu partida no carro sem me contar aonde iríamos.
Luan: Amor cê toparia qualquer coisa comigo né? - me olhou enquanto dirigia.
Mel: Cê sabe que sim, mas porquê hein? - o olhei desconfiada.
Luan: É que eu quero ir no cinema agora, e cê sabe, sem segurança fica difícil e com você comigo vai dar que falar. Mas a gente entra quando começar, eu depois de você.
Mel: Se achas que não vai ser perigoso não me vou opôr, sei o quanto é importante pra você ter esses momentos "normais" - fiz aspas e ele sorriu.
Luan: Mas sabe o que é? Eu sempre quis fazer uma coisa no cinema, mas nunca ninguém quis, porque era perigoso e bla bla bla, mas como você disse topar tudo comigo eu não vejo problema, antes pelo contrário, vejo desafio. - Rafa enrolava e não ia direto ao ponto.
Mel: Rafa diz lá o que queres fazer no cinema que eu topo, mas pára de enrolamento. - o olhou e ele riu com o meu jeito.
Luan: Eu quero fazer amor no cinema com você. Pronto falei. - o olhei com os olhos arregalados. Ele só podia estar brincando. Rafa e os seus desejos anormais. Ele me olhava angustiado esperando uma resposta.
E aí amores gostaram? E essa proposta hein? O que será que a Mel vai falar? Ela topou agora tem que aguentar ahah
Comentem bastante. Amanhã pode ser que consiga postar dois.










