segunda-feira, 30 de março de 2015

138. Sentindo todo o seu perfume

Mel: Você não acha arriscado? - perguntou olhando em volta. 

Luan: Quem disse que vamos fazer aqui safadinha? - segurei o riso e ela me olhou feio. - Vamos. - nos levantei e peguei na sua mão. 

Mel: Vamos pra onde? 

Luan: Cê já vai ver. - pisquei o olho e lhe abri a porta do carro. 


Guiei um pouco até encontrar uma rua sem saída e movimento. Estacionei o carro e ela me olhou com os olhos semicerrados. 


Mel: Aqui? 

Luan: No carro. - falei baixo chegando mais próximo dela e acariciei seu rosto. - Não tem hora nem lugar para nos amarmos, deixa rolar. - nem a deixei falar e ataquei seus lábios com beijos delicados e mordidas suaves. 


Senti ela relaxar e arrastei meu banco todo para trás a puxando para o meu colo. Levei uma mão á sua nuca e outra á sua bunda a apertando. Melissa ofegava entre o beijo e fui descendo para o seu pescoço levantando a barra da sua blusa. Seus seios fartos estavam no meu campo de visão e não perdi tempo em os beijar tirando o soutien vermelho que ela usava. 


Luan: Já vinha de caso pensado? - sussurrei e ela soltou um gemido. - Vermelho hein? - ela riu baixinho e abocanhei seus seios a fazendo morder o seu lábio para não gritar. - Deixa, eu quero ouvir a sua reação aquilo que estou te proporcionando. 


Ela tirou minha camisa e beijou meu ombro descendo para meu peitoral. Aproveitei para abrir a sua calça e passar minha mão para dentro ficando em contato com sua pele macia. Ela parou e com minha ajuda tirou a calça junto com a calcinha. Minha Mel estava completamente nua na minha frente me deixando doido. Com cuidado estimulei seu sexo e fui penetrando devagar para que ela não sentisse dor. 


Luan: Se doer você me avisa amor. - falei quase sem ar pela imagem dela delirando apenas com meu toque. 


Quando notei que ela estava completamente preparada desci minhas calças e boxer e ela se ajeitou em mim a sentindo penetrar. A beijei enquanto estocava lentamente e ouvia apenas os seus gemidos prazerosos. Nos deliciámos no nosso amor saudoso, e não tinha melhor do que fazer amor com saudade. Eu estava sedento dela e se fosse em condições normais ela não descansaria enquanto não matasse toda a minha sede por ela e o seu corpo, mas tinha que tomar cuidado, ela não podia fazer isso e já estava pisando o risco. Em alguns minutos a levei ao ápice e com ajuda dela atingi o meu também. 


Luan: Eu te amo. - lhe beijei intensamente e ela emoldurou meu rosto com suas mãos. 

Mel: Eu muito mais. - descansou sua cabeça em meu ombro e a abracei a sentindo tão minha. 



Mel On:


Nada pagava estes momentos de loucura com Luan, era com ele que eu me sentia completa. Só ele sabia como tratar uma mulher e a fazer se sentir amada em todos os sentidos. Ele era o homem perfeito, o príncipe de cavalo branco que desejei para mim, o meu conto de fadas e o meu final feliz. Depois de nos arrumarmos ele me passou as chaves do carro para as mãos. 


Luan: Hoje a minha Ferrari é todinha sua. 

Mel: Mas amor, eu não tô preparada. - me assustei. 

Luan: E nunca irá estar, você tem de tentar Melzinha. E eu vou estar do seu lado para te ajudar. - apertou minha perna e assenti olhando em seus olhos que me transmitiam a maior segurança do mundo. 


Nem foi preciso sai do carro, ele me puxou para o seu colo e passou para o banco do carona. Depois de ter ajeitado o banco e colocado o cinto respirei fundo ligando o carro. O olhei para ver se ele tinha mesmo a certeza disso e recebi um aceno de cabeça acompanhado de um sorriso sereno. 


Mel: Você deve confiar mesmo em mim pra me colocar esta belezura nas mãos. - falei irónica dando ré no carro com cuidado. 

Luan: Cê sabe que confio, e se pra você perder o medo tiver de estragar o carro eu não me importo. 

Mel: Não se importa mesmo? 

Luan: Não, o que é importante é você, o resto é secundário. - colocou a mão em minha coxa e fez leves movimentos. 

Mel: Assim você me desconcentra. - grunhi e ele parou rindo. 

Luan: Só queria te relaxar. - riu safado. Estava de frente para a estrada ganhando coragem para seguir em frente. - Vai, quanto menos pensar melhor, pensa que a gente está fazendo amor e perde o controle mas com cautela, apenas esvazia o seu pensamento de coisas negativas. - me aconselhou e respirei fundo mais uma vez seguindo em frente devagar. 


Estava andando há alguns minutos e tentei pensar nos nossos bons momentos. Luan ligou a rádio e foi cantarolando e batendo a mão na perna no ritmo da música. Isso me acalmou de um jeito que me fez ter coragem de acelerar. 


Luan: Eita amorzinho, é assim mesmo. - bateu palmas animado e ri. 

Mel: Você me faz ficar assim. 

Luan: E eu me sinto o maior sortudo por ser o motivo dessa felicidade e coragem toda. 

Mel: Sempre foi. - sorri de canto e ele beijou meu rosto. 

Luan: Minha linda. 


Em casa Bruna estava na sala com nossos filhos. Luan entrou empolgado e depois de cumprimentar a irmã e as crianças saiu para o estúdio, com certeza iria compor. Bruna me olhava desconfiada. 


Mel: Que foi que cê tá me olhando assim Bubu? 

Bruna: O que tem pra me contar? - segurou o riso. 

Mel: Nada que seja da sua conta. - brinquei. 

Bruna: Sério? Porque se a vó me chamou pedindo para vir cá ajudá-la com os bebés porque você e o Luan saíram e não avisaram pra onde é porque não é coisa boa, ou é, porque esse sorriso aí. - riu-  Aliás, o Luan estava estufando o peito com tanta alegria. - neguei com a cabeça rindo da sua observação. 

Mel: Tá, vou te contar tudo. 

Bruna: Tudo não né? Dispenso a última parte. - corei e ela topou rindo alto. 


Contei tudo para ela sobre os planos de Denise e Daniela e sobre o golpe que tentaram nos dar. Ela estava parva ouvindo tudo e quando terminei não disse nada apenas parou para pensar. 


Bruna: É amiga, sua vida não é fácil. Eu não sei se teria aguentado tudo isso, você mesmo assim foi forte e não largou tudo para trás. 

Mel: Largar o quê? A minha felicidade? Não mesmo cunha, seu irmão é... - fiz uma pausa procurando as palavras certas. 

Bruna: Tudo na sua vida. - completou. 

Mel: É, cada vez vejo mais isso, sem ele não poderia ter os melhores momentos da minha vida, nem os mais loucos. Sem ele não acho que seria a mesma, hoje eu afirmo com todas as letras que encontrei mais do que algum dia pedi a Deus, e sem ele não seria possível eu ter estes meus tesouros. - olhei meus filhos. 

Bruna: Fico tão feliz por saber que ambos estão bem entregues e têm esse sentimento tão puro. Dá até vontade de casar e ter filhos. 

Mel: Está na hora Bruneca. - zoei e ela me olhou assustada. 

Bruna: Que hora menina? Tenho tempo ainda, não quero uma equipe de futebol que nem vocês. 

Mel: Quem disse que a gente quer? - ri - Seu irmão que nem pense, por mim estes três estão de bom tamanho. 

Bruna: Vai nessa cunha. - segurou o riso - Com o fogo que o você e o Luan têm posso esperar pelo menos mais uns quatro. 

Mel: Não fala besteira. - me assustei - Tá doida? - ela ria. 



Alguns dias depois... 

Acordei com Luan me abraçando demais, ri com isso, pois mesmo a gente já estando junto ele tinha de me puxar mais e mais para ele. Me levantei para cuidar dos gémeos que já estavam acordados e Luan resmungou abrindo os olhos. 


Luan: Vem cuidar deste bebé depois, vem. - falou sedutor e o olhei rindo. 

Mel: Idiota. 

Luan: Ué, também mereço carinhos. 

Mel: Acha que te dou poucos? 

Luan: Eu quero a toda a hora. 

Mel: Mimadinho. - zoei. 

Luan: Você que é filha única e eu que sou mimadinho? Me erra. - falou irónico e o fuzilei. 

Mel: Se levanta para levar sua filha na escola. 

Luan: Só mais dez minutos amor. - se virou e colocou o travesseiro por cima da cabeça. 

Mel: Não tem jeito mesmo. - resmunguei - Se quando acabar de dar o leite nos bebés você estiver aí eu te jogo água fria Luan Rafael. - saí do quarto e ele grunhiu me fazendo rir. 


Subi novamente com os meninos alguns minutos depois, Luan saía do banho cheiroso apenas com a calça jeans vestida enquanto pingos de água escorriam pelo seu peitoral definido. Ele não me tinha visto pois limpava o cabelo com a toalha na frente dos olhos. respirei imensas vezes para me segurar e não pisar o risco de novo. Finalmente ele notou minha presença e só despertei quando ele chegou na minha frente. 


Luan: Está gostando da vista? 

Mel: Gostando é pouco. - falei ainda entorpecida e ele riu. 

Luan: Eu sei que sou gostoso. - se gabou e virou costas vestindo a camisa. 

Mel: E convencido. 

Luan: Que cê ama. - contra fatos não há argumentos e dei de ombros indo me arrumar a mim e aos gémeos. 


Luan tratou de Alice e depois de lhe dar o café da manhã levou-a na escolinha de música. Na hora do almoço ele voltou e me deu uma caixinha de velude preta. Não entendi e assim que abri vi a chaves de um carro. O olhei surpresa e ele sorriu.


Luan: Pra você, vai ver o seu novo brinquedo.

Alice: Mamãe é um popó lindo. Papai trouxe com os senholes. - falou empolgada e ri indo até á porta e me deparando com um Dodge Durango igual ao que ele tinha ganho há uns anos atrás e ficou com os pais dele.


Mel: Obrigado meu amor. - o abracei de lado e ele beijou o topo da minha cabeça.

Luan: Assim podemos passear todos juntos sem problema.

Mel: Adorei, você pensa em tudo hein?

Luan: Claro que penso e mais logo vamos tratar da decoração do quarto dos bebés.


Como combinado e à semelhança do quarto de Alice, escolhemos tudo ao detalhe. Dois dias depois o quarto já estava arrumado e do jeito que a gente imaginou.





Dois anos depois... 


Luan já tinha gravado o seu décimo DVD e não parava, ele tinha ideias atrás de ideias e continuava sendo o artista número 1 do Brasil. Bruna já contava com quatro novelas na Globo, sendo que duas delas foi personagem principal e nas outras secundária, trabalhos como modelo também não lhe faltava e agora preparava-se para se estrear no cinema. Lara estava de casamento marcado com Rafael e Gabi adivinhem lá, estava namorando sério com o Marco. Já Anita, casada com Pedro, estava prestes a dar á luz o seu primeiro filho, enquanto Marquinhos ganhava coragem de pedir Daniela em casamento, até Luan lhe dava ideias e o rapaz não gostava de nenhuma. Eu continuava na frente da Associação e até agora abrimos mais duas, uma no Paraná e outra no Rio Grande. Alice já tinha 6 anos e hoje seria o seu primeiro dia de aulas. Estudava de manhã e de tarde iria para a música. Em conversa com Luan achámos melhor. A escola dela ficava próxima do condomínio e tinha ótimas referências. Luan estava viajando e prometeu a todo o custo que estaria na hora certa para ir com a gente. Os gémeos já andavam e falavam e Nic seria mais arrebitada ainda que Alice deixando Luan cansado rapidamente. Já Breno era bem estilo Luan, segundo conta a Mari.


Alice: Mamãe está quase chegando a hora e o papai ainda não está aqui. - cruzou os braços chateada.

Mel: Termina de comer o seu café que ele chega. - tentei alegrá-la mas em vão.


Alice comeu um pouco contrariada e na hora que saímos Luan ainda não tinha aparecido, liguei várias vezes e só dava caixa postal. Minha avó ficou em casa com os gémeos e fui até á escola com Alice.


Alice: Eu não quero ir. - fez biquinho assim que estacionei na frente do edifício.

Mel: Filha cê tem de ir, conhecer outras crianças e aprender muitas coisas novas.

Alice: Mas eu quero ver o papai antes e ele não está aqui, eu não consigo ficar aqui sem ele mamãe. - choramingou e respirei fundo.

Mel: Eu vou ligar mais uma vez pra ele. - peguei no celular e nada dele atender. - Filha seu pai não atende, vamos ser mulherzinha e entrar na escola de uma vez por todas? - coloquei as coisas em pratos limpos e ele me olhou com uma carranca chorando em seguida.

Alice: Eu não vou mamãe, eu quero o meu pai. - tapou a cara com as mãos e saí do carro para não stressar. Luan podia ao menos atender.


Dei a volta e abri a porta de Alice e ela se encolheu. Tirei o seu cinto e ela chorou soluçando.



Mel: Filha facilita vá lá, cê quer que eu fique com você um pouco?

Alice: Não, quero meu papai. - nunca vi pessoa mais apegado no Rafa do que ela. Ele também nunca poupou esforços para a mimar e fazia sempre tudo que ela queria, normal ela agora não saber lidar com a falta dele num dia tão importante.

Mel: Alice Santana não tira minha paciência, eu não estou brincando. Sai desse carro agora. - tive de ser autoritária e ela estremeceu com o susto pois não estava habituada a ser tratada assim.


A contra gosto e muito lenta ela foi saindo do carro de braços cruzados e com um bico enorme. Bufei impaciente e peguei na mochila dela. Tranquei o carro e peguei na sua mão mas ela nem se moveu, fazendo força para ficar ali parada.


Mel: Alice. - falei firme e ela soluçou dando pequenos passos.


Quando estávamos entrando no portão ela pára e solta minha mão saindo correndo sendo amparada pelos braços de Luan que estava ali com uma cara de cansado, com certeza virou a noite para estar aqui. Respirei aliviada e fui até eles. Beijei Rafa e Alice abraçou-o choramingando ainda.


Mel: Pronto Alice, seu pai chegou, pára de chorar.

Luan: Ela estava chorando por causa de mim?

Mel: Você nem imagina a birra que ela fez, se recusou em entrar caso não visse você.

Luan: Oh filha, papai disse que vinha e vim né? Pra quê esse chororó, mesmo que você estivesse lá dentro eu dava um jeito de você me ver. Não chora Alicinha. - falou meigo e ela foi acalmando.

Mel: Você deu mimo de mais, depois ela faz manha.

Luan: Criança merece carinho Mel, e você também dá mimo.

Mel: Dou mas não cedo a tudo como você. - ele bufou e revirei os olhos.

Luan: Tá bom, não vamos brigar agora né? Vamos levar a menina lá.

Mel: Cê já foi em casa?

Luan: Não, a van me trouxe aqui e partiu, assim vou contigo.


Entrámos na escola e a professora nos recebeu fazendo Alice rir um pouco com suas conversas e brincadeiras. Depois de se despedir de Luan com imensos beijos e abraços ela desceu do seu colo e me encarou com cara feia.


Mel: Desmancha essa cara Alice. - me abaixei e ela embirrou de novo - Está zangada com a mamãe?

Alice: Tô, não gostei do jeito que você falou pra mim. - fez biquinho de novo e pedi paciência a Deus.

Mel: Eu tive de falar porque você não estava me obedecendo filha, não queria te magoar, entende isso? - ela assentiu - Mamãe te ama muito viu minha coisa gostosa. - a puxei para um abraço e ela cedeu voltando a ser a mesma menina carinhosa.


Luan insistiu para conduzir mas não deixei, ele estava sem dormir e se conduzisse poderia acontecer o pior. Durante o caminho fomos conversando sobre diversos assuntos.


Luan: Você recebeu a mensagem da Bruna?

Mel: Não amor, que mensagem?

Luan: Ela marcou um jantar no apê do Gabriel para hoje e disse que tem uma novidade para contar.

Mel: Hum, menina misteriosa. - rimos - A gente vai com certeza, fiquei curiosa.

Luan: Só espero que ela não tenha aprontado.

Mel: Você tem 30 anos e ela 26, Rafa. - lhe mostrei o óbvio e ele revirou os olhos sorrindo de canto. - Ciumentinho.



Boa noite! Capítulo enorme para vocês que merece comentários hein? kkkkk Nosso casal voltou ás safadezas ahaha Alguns anos se passaram e Alice fez birra porque não viu Luan? Menina do papai kkkkkk E Lumel estava entrando numa DR por causa disso kkkkk E esse jantar da Bruna o que será que vai rolar? Qual a novidade? Comentem aí amores, beijocas <3

10 comentários:

  1. Ooonw, lindos safadinhos. Que coisa boa tudo dando certo <3 Os anos passaram... Alicinha ta chatiiinha com a mãe em? Eu no lugar da Mel não teria paciencia kk mas é assim mesmo, ja tava na hora de ir pra escola mesmo *-* Só acho que a Bru vai anunciar que vai CASAR *------*

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    1. É, ela ao invés de ser colada na mãe, anda embirrando demais ahah culpa do Luan que mimou ela demais ahah mas tadinho, passa tanto tempo fora que quando volta só quer dar amor.
      Será? ahahah espertinha !

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  2. Como eles são safados, adoro esse casal, Fico alguns capitulos sem ler e luan ja ta com 30 anos como os anos passaram rapido, eu não quero que acabe :( Qual sera a surpresa em, To tentando cris, minha vida ta corrida, Mais óia eu aquiiii.
    CONTINUA.

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    1. São fogo Keila ahah Pois é, você não pode perder menina kkkkk Sua linda, adoro ter você aqui, beijocas <3

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  3. Mel e Luan continuam safados haha! A Mel é muito paciente, quem dera que toda mãe fosse assim !

    Ass: Pri

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    1. Não podem deixar de ser né ? kkkkk Será que vai ser sempre paciente? kkkk beijos Pri !

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  4. Alice é manhosa igual o pai kkkk Mel teve uma santa paciência. Eu ficaria muito ciumenta se minha filha demonstrasse mais apego pelo pai do que por mim. Mas a Mel entende a filha, pois ela também não resiste ao charme do moço rs
    Vou ler o outro.

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    1. Ahahah né? Faz manha para conseguir o que quer ahah Não tem como resistir ahah

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